Por: Redacção 


Nas últimas semanas os noticiários africanos e organizações não governamentais dão conta de que centenas de pessoas entram diariamente para Angola vindas da República Democrática do Congo, com a intenção de fugirem dos conflitos armados que assolam aquele país. 

Declarações do ministro das Relações Exteriores dão conta que entraram pelo menos 30 mil refugiados no momento. 

No princípio de Maio os dados disponíveis expunham que era aproximadamente 20 mil o número de refugiados que já haviam cruzado a fronteira fugindo das milícias congolesas. A Organização das Nações Unidas estima que até ao fim do ano o número estará próximo das cinquenta mil pessoas, porém, fontes oficiosas afirmam que em média entram 300 a 500 pessoas e entre elas muitas crianças que se deslocam a pé, vulneráveis a todos os riscos até encontrarem um lugar seguro. Multiplicando as entradas pelo número de dias que faltam para o ano acabar, veremos que as estimativas da ONU estão muito aquém do possível número real. 

Angola tem sido exemplo, em termos de acolhimento de refugiados, em relação países europeus, por exemplo, mais experientes e de renome no que toca ao respeito pelos direitos humanos, sendo que muitos dos quais não fizeram cumprir nem a 10% a meta de acolher os refugiados sírios.