Por: Redacção

Imagem: MAC


Exposição ‘Do Zimbo ao Kwanza’ na A Galeria Tamar Golan, da Fundação Arte e Cultura, inaugura na Sexta-feira, 8, pelas 18:00 horas, uma mostra colectiva cuja temática é a evolução da moeda em Angola através dos tempos. A exposição denomina-se ‘Do Zimbo ao Kwanza’, participam dela os artistas plásticos Adão Mossungo, Cristiano Mangovo, Don Sebas Cassule, Heitor Paulo, Mumpasi Meso e Walter Pataca. Ficará patente ao público até ao dia 26 de Setembro.

De acordo com uma nota da organização, chegada à nossa redacção, ‘Do Zimbo ao Kwanza’ é uma exposição colectiva que presta homenagem a um dos símbolos nacionais de Angola e retrata alguns registos históricos que começam muito antes da época colonial, numa época em que já se utilizavam como meio de troca, no território angolano, colares formados por rodelas de conchas de caracóis e outras conchas furadas no centro e enfiadas em fios de fibras têxteis. Um deles, porventura um dos primeiros, foi o zimbo, um pequeno búzio cinzento. Depois do zimbo surgem os panos, o sal, que provinha de minas e salinas de Angola e o cobre, metal que teve uma vasta aplicação como meio de troca. E os escravos não foram apenas “instrumentos de trabalho”, acabaram, eles próprios, por servir também de espécie monetária.

No que se refere à moeda cunhada, circularam em Angola as macutas, o angolar, o real, o escudo e, finalmente, o kwanza, que entra em circulação a 8 de Janeiro de 1977, data histórica para todos os angolanos, considerando que um dos atributos da soberania de um estado independente é a faculdade de emitir moeda.

Nesta exposição, com a curadoria dos arquitectos Heitor Paulo e Adilson Santos, os artistas plásticos Adão Mossungo, Cristiano Mangovo, Dom Sebas Cassule, Heitor Paulo, Mumpassi Meso e Walter Pataca prestam tributo a uma das unidades monetárias mais emblemáticas do continente africano e, nas suas obras, apresentam vários temas relacionados com a evolução da moeda em Angola, do zimbo ao kwanza. Sem nunca perder de vista a identidade nacional, este grupo de artistas procura transmitir ao público angolano amante das artes o quanto é importante conhecer o dinheiro, que, afinal de contas, não serve apenas como instrumento mercantil, mas também como um meio artístico e cultural.

Por: Redacção