Por: Redacção

Imagem: D.R.


O treinador de futebol dedicado na formação dos meninos, Carlos Queirós, revelou que, pelo périplo feito no interior do país, pôde constatar que os governos provinciais não têm política de desporto, por isso sugere a reunião de ex-futebolistas, que estão no desemprego, para se dedicarem no scouting e formação dos mais jovens talentos.

No debate de ontem, na abertura do II Congresso sobre futebol a decorrer até esta sexta-feira numa das salas de cinema do shopping Avenida, Carlos Queirós aproveitou elogiar o trabalho de qualidade que a Academia de Futebol de Angola tem desenvolvido, mas lamenta que estas poucas, como também a do clube 1 de Agosto, Petro de Luanda e ASA, só estão em Luanda, pelo que já seria o momento de se levar também as infraestruturas para as outras províncias.

O experiente sugere a busca de técnicos de qualidade estrangeiros para dar formação aos antigos jogadores e, por conseguinte, estes formarem os meninos, o contrário do que acontece: os expatriados darem directamente formação aos mais jovens, o que não contribui para o desenvolvimento do aspecto formação. Carlos Queirós não tem dúvidas de que se se procede desta maneira, “é possível fazer grandes clubes de futebol”.

O antigo internacional angolano Fabrice Akwá reforçou o apelo do professor, defende igualmente a abrangência de escolas de futebol pelo interior, reprovabdo a tendência de se esquecer o resto do país, o ex-craque deu exemplo de si próprio, que saíu de Benguela para actuar no exterior, “sem passar por Luanda”.

Um dos factores que a antiga estrela apontou, que está na base da decadência do nosso futebol é a falta de amor dos técnicos para as formações, o que contrasta com os entusiastas de outros tempos, que colocavam o salário em segundo plano, “muitos treinadores fazem por salário, poucos por amor”, observou.