Por: Albino Tchilanda

O Estado angolano vai apoiar em 75 por cento os cidadãos que quiserem adquirir terrenos para investir no ramo da agricultura. A parcela de 1 hectare, por exemplo, que custa 60 mil kwanzas, o camponês, poderá pagar apenas 15 mil Kwanzas e os restantes 45 será da responsabilidade do Estado, informou esta terça-feira, em Luanda, o responsável da Empresa Gestora de Terrenos Infraestruturados, Rodrigo Santos. O gestor revelou ainda que sua instituição está também a comercializar terrenos para a construção de habitações nas imediações da Centralidade do Zango Zero, Camama, Cidade do Kilamba, Centralidade do Quilómetro 44 e outras.

Os terenos destinados ao cultivo estão, na sua maioria, localizados na província do Bengo. Mas os interessados devem contactar o escritório da Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados, em Luanda. O que se pretende com a venda dos espaços, segundo Rodrigo dos Santos, é arrecadar cerca de 800 milhões de dólares para os cofres do Estado, em 10 anos.

O presidente do conselho de administração esclareceu à imprensa que os preços de aquisição dos terrenos são definidos em função da localização, dimensão e do projecto a ser implementado.

Para além do anúncio da subvenção dos terenos agrícolas, a EGTI – E.P, criada pelo Decreto Presidencial de 5 de Março de 2015 gere cerca de 19 projectos públicos de desenvolvimento urbano entre cidades, centralidades e zonas de requalificação em 12 províncias.

Em Luanda, reforçava o governante, estão disponíveis terrenos para todos os cidadãos que quiserem erguer casas nas zonas do Camama, Cidade do Kilamba, Centralidade do Zango Zero, Centralidade do Zango Cinco, Centralidade do Quilómetro 44, Zona Económica Especial, Universidade Agostinho Neto, Novo Aeroporto Internacional de Luanda, Estádio 11 de Novembro e Porto de Luanda a todos os cidadãos nacionais ou estrangeiro, desde que tenham capacidade financeira.

Entretanto, os terrenos das demais outras províncias encontram-se sob estudos de localização, registo da respectivas zonas.