Por : Jéssica dos Santos


Começaram os testes na maior barragem de Angola, que a partir de 21 de julho, como se prevê, colocará eletricidade na rede pública. O Ministério da Energia e Águas alertou que os constrangimentos de eletricidade em Luanda deverão prolongar-se por 11 dias por causa das perturbações no fornecimento e oscilações de tensão, devido à entrada em carga do primeiro grupo gerador, para testes na barragem de Laúca.

Desde o início da manhã de domingo o fornecimento de eletricidade em Luanda está condicionado, segundo o portal Angola.

O primeiro grupo gerador daquela barragem, na província de Malanje, a maior obra pública em construção no país, começa a produzir 334 Megawatts (MW) de eletricidade a partir de 21 de julho, conforme anunciou o Governo.

Localizada entre as províncias do Kwanza-Norte e Malanje, a barragem foi encomendada pelo Estado angolano por 4,3 mil milhões de dólares, envolvendo financiamento da linha de crédito do Brasil, movimentando cerca de 9.000 trabalhadores.

Desde 11 de março que o enchimento em Laúca está a condicionar a operação nas restantes barragens já instaladas no rio Kwanza, devido ao reduzido caudal, limitando o fornecimento de eletricidade da rede pública a Luanda, por norma, a poucas horas por dia.

O enchimento da barragem de Laúca só termina apenas em 2018, com a elevação até à quota 850, completando o reservatório na sua totalidade e permitindo a entrada em funcionamento das seis turbinas que estão instaladas e uma produção de cerca de 2.070 MW de eletricidade, mais do dobro da capacidade das duas barragens – Cambambe (960 MW) e Capanda (520 MW) – já em funcionamento no rio Kwanza. (Observador)

Em quatro meses está previsto que a barragem de Laúca atinja a quota 830, equivalente a uma albufeira com um volume de água de mais de 2.500 milhões de metros cúbicos, sendo por isso a maior em Angola.