Por: Redacção 

Imagem: Mac


Os parques de diversão em Luanda sempre jogaram um papel importante na socialização dos cidadãos. Muitas são as vezes em que nas datas como o dia 1 de Junho, recintos como o 1.º de Maio (extensivo ao parque da Independência) abarrotam de crianças que na maior parte das vezes acompanhadas de familiares adultos, brincam e se divertem à brava. A Jovens da Banda fez um passeio por alguns destes para constatar a situação presente em que se encontram.

Alguns destes recintos servem para a prática da patinagem, basquetebol, futebol de salão e outros desportos. Muitos deles equipados com material de treinos, atraem adultos que têm interesse em cuidar da saúde, maioritariamente durante as primeiras horas do dia ou durante a noite.

Apesar de ser uma quarta-feira, dirigimo-nos até um dos largos da zona do Miramar, e ficamos surpreendidos pois pudemos ver crianças a brincarem, algumas em grupos e outras acompanhadas pelos seus responsáveis. Maria Isabel, babá do menino Ibrahim, de 4 anos, contou que pelo menos uma vez por semana leva o petiz ao parque para brincar “à vontade”, fora das limitações de espaço que tem em casa. “Como ele é muito activo e corre por toda casa, então vimos para o parque para lhe alegrar e lhe ‘cansar’ um pouco. É bom porque ele se diverte”, afirma.

O parque desportivo da Av. 21 de Janeiro (Rocha Pinto) é um dos locais mais frequentados de manhã, neste período por lá encontrámos jovens que faziam exercícios em aulas de grupo, aproveitando as condições que o espaço oferece. Luís Miguel é adepto do fitness desde muito jovem e todos os dias (de manhã ou à noite) faz um treino de trinta minutos antecedido de uma breve caminhada. “fazer exercícios numa zona em que circulam tantos carros é menos saudável”, revela, entretanto entende que não tendo a possibilidade ou tempo para procurar um local fechado pra treinar usam esse espaço. “Eu normalmente treino na zona do IMNE Marista à noite, mas quando falho faço aqui mesmo por ser perto de casa”, disse.

No largo da ‘Auto Pechincha’, na Vila-Alice, pudemos constatar que funciona agora um conjunto de empreendimentos privados (que incluem um ginásio e um salão de beleza), que substituiu o formato antigo do parque, sendo que o acesso à estas áreas específicas é mediante pagamento dos serviços que são oferecidos ali. Algumas pessoas que ali moram dizem não haver tanto problema, uma vez que a zona da Vila-Alice tem outros espaços iguais, porém, a cedência para a exploração de espaços públicos deve ser feita com muito cuidado e tendo sempre em conta o bem-estar geral antes do factor ‘lucro’. “nós temos crianças e elas precisam de espaços pra brincar. Aqui na  tem outros largos e alguns podem estar ocupados, mas a maioria tem a estar livre ou pelo menos tem que ter empreendimentos que casem com a componente social do bairro” disse um deles.

Além de todas as utilidades disponíveis nos espaços públicos, há ainda a vantagem de que se forem devidamente controlados e cuidados, servem para fomentar de alguma forma de entretenimento saudável para jovens e crianças, que poderiam estar envolvidos em práticas mais nocivas, caso não estivessem a ocupar o seu tempo desta maneira.