Por: Jéssica dos Santos


A banda de rock ‘Sentido Proibido’ foi a grande vencedora da primeira edição do concurso de Rock, ‘Battle of the Bands’, que aconteceu na noite de sábado, 12, na Esplanada Hood Bar (ex-esplanada Maianga). Formada em 2013 por Edmilson Baptista, conta com 5 elementos, já tiveram parados durante um ano para dar prioridade a formação de um dos membros, dizem escolher o rock porque é um estilo que está na alma de cada um, “e por ser um estilo diferente também no mercado, e é o que nos une”, frisou Henany. Conheça um pouco o grupo.

“Ficamos um ano sem tocar, sem ir para os palcos para formar o Igor (um dos membros)”. Ninguém passou por uma escola de música, aprenderam com a internet, conselhos de amigos e outros músicos, valeu a pena a muita força de vontade que tinha, sobretudo em dedicar o período de um ano parados para dar prioridade à formação de Igor “ele dedicou-se e hoje está aqui, toca connosco, a primeira vez que tocou foi no Huambo em 2016, teve uma performance boa, e a banda consegue estar no mesmo nível de sempre” disse Nilzo.

A coesão é dos factores que sobressai no grupo “nas bandas existe uma coisa que se não tiver, não funciona, se vocês são apenas colegas de banda não vão durar muito tempo juntos”, defende justificando que uma banda é como uma família, um lar, “se não houver sentimento entre as pessoas as coisas vão sempre ruir”. “Conseguimos ter essa união, deixamos de ser colegas de profissão, somos irmãos e qualquer obstáculo superamos juntos”, observam.

O grupo já teve “crises terríveis”, como classificam, porque ter uma banda de rock em Angola, “há aquele momento que queres dar passos maiores e as coisas começam a pesar, daí vês os sonhos a se distanciarem”, explicam. Revelam que já muitas vezes pensaram em desistir, “mas como somos um conjunto e todos estão unidos para conseguir as coisas, então se não der certo, pelo menos tentamos todos juntos, se der certo concretizamos os nossos sonhos”.

Defendem que o que realmente importa para banda, não é necessariamente o cachê, embora reconheçam a necessidade de cobertura de certas despesas. Preocupam-se mais com o reconhecimento e recompensa do trabalho, confessam. “A melhor parte para nós é estar em palco e o público reconhecer o trabalho e vibrar com aquilo”, “cantas e eles correspondem, quando sais do palco, olha gostei da tua música, estás na rua, olha és aquele cantor, mesmo os prémios”, descreve Henany, que confessa que não fazem música para conquistar prémios, “os prémios são consequência disso, todos nós temos os nossos empregos, mas gostaríamos de viver da música ( rock)”.

Concurso de Rock

Sentido Proibido já estava há algum tempo ausente dos palcos por isso entendeu que o concurso de rock ‘Battle of the Bands’ levada a cabo pela Kavalera Ent. e Neovibe era o momento certo. O primeiro pensamento que dominou a cabeça dos membros “foi o simples facto de ser uma batalha”, “muito interessante”, consideram. “Só o facto de saber que teria vários artistas no palco e aí vamos meter o nosso interesse em causa, que é a musicalidade que temos”. conversaram e entenderam que estava mais do que na hora de começar a dar as caras, “aceitamos o desafio, e já conhecíamos a Kavalera e a Neovibe, seria a primeira vez, então arriscámos e decidimos participar, estávamos preparados para isso e começámos a trabalhar, o interesse também surgiu por ser a primeira batalha de rock em Angola”, explicaram.

O grupo pretende dar um “grande impulso” ao rock nacional, referem, pelo que  encararam a batalha como “a oportunidade perfeita”. “Das bandas que se apresentaram creio que somos a que mais tempo de estrada tem, e queremos dar aquele impulso e complementar”. ser uma das bandas. “Formamos a banda com um objectivo amplo,  somos tão amantes do rock, que não nos contentamos com o nível do rock aqui, então queremos que rock tenha um espaço aqui no mercado angolano”, desejam acrescentando: “gostaríamos muito de fazer parte da historia do rock aqui, um dia quando se falasse de rock, quando já estivesse expandido e com uma grande aceitação falassem de nós, que também demos um grande contributo para impulsionar a história do rock em Angola, o melhor que escrever uma historia é fazer parte dessa mesma”, frisou Edmilson.