Por: Redacção


A vida e obra do rei da música angolana, Elias Dya Kimuezu, será debatida quarta-feira, 7, em mais uma edição do ‘Maka à Quarta-feira’, na União dos Escritores Angolanos (UEA). A dissertação vai contar com a apresentação de Agnela Barros, autora do livro que narra a vida e obra do veterano artista.

Com mais de 70 anos, Elias Francisco José ou simplesmente Elias Dya Kimuezo, interpreta estilos musicais como semba, bolero e rumba.

Começou sua carreira nos anos 50 no agrupamento ‘Turma do Margoso’, como vocalista principal e tocador de bate-bate, Elias Dya Kimuezu tem gravados quatro Long Playing (LP) e igual número de singles, todos produzidos entre os anos 60 e 70, tendo em 2005 lançado o seu primeiro CD.

O artista descobriu a sua vocação artística aos 15 anos, fruto da sua constante frequência no Samba Kimúngua, na zona do Bungo, onde residiam vários operários do Porto e dos Caminhos de Ferro que tocavam e dançavam o kinganje. Dois anos mais tarde, entrou para Os Kizombas, que na altura tocava nas farras do ‘Salão Malanjinho’, no Sambizanga.

Em 1972, em compensação, pelo trabalho em prol da música, foi distinguido com uma estatueta referente aos “11 mais da cidade de Luanda”, que premiava as 11 figuras mais destacadas nas diversas áreas profissionais e sociais na capital. A qualidade do seu trabalho deu-lhe desde os anos 60 o título de “rei da música angolana”.