CULTURA

Artistas dizem que pandemia fará entretenimento em Angola ficar mais desenvolvido

Artistas angolanos afirmam que o bloqueio imposto pela pandemia do Covid-19 na indústria cultural não foi, ao todo, um mal maior, mas necessário, porque ajudou a fortificar o sector no país. Uma entrevista-inquérito realizada recentemente pela JdB revela que hoje os artistas estão mais confiantes e optimistas sobre o futuro do entretimento em Angola.

Obviamente, a pandemia do Covid-19 levou a que o sector registasse baixa considerável, mas isso não impediu que o sector de melhorar. De acordo com alguns humoristas, músicos e produtores culturais, durante o período pandémico, houve muitas dificuldades de adaptação, e isto serviu para se reinventar. “Foi uma lição e material de trabalho”, sublinhou Scaite Borrabeu.

Para Miro Vemba, por ajudar a salvaguardar a sanidade mental, muitas pessoas recorreram ao humor e isto ajudou-lhe a vender mais trabalhos por via da Internet, passando a ser mais visto, por isso, o comediante pensa que depois do Covid-19, o entretenimento em Angola estará mais evoluído, sobretudo por causa dos lives.

Por conseguinte, o também humorista e agente cultural Nelson Vemba considera que a área tem pés para andar. Os músicos Anderson Mário e Abraão Germano concordam, antevendo sucesso no período pós-pandémico.

Aos poucos, o país vai se abrindo para espectáculos, depois de um ano de bloqueio dos espaços culturais, que frustrou expectativas de muitos artistas e produtores de eventos em todo o mundo.

Texto: Maria Málagas

Imagem: D.R.

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