DESPORTOOPINIÃO

Só faltava mesmo uma escola profissional de futebol


Enquanto acompanhava atentamente o jogo da seleção nacional sénior masculina de futebol, em Setembro último, frente a Líbia, uma partida da fase eliminatória do grupo F para a corrida ao Mundial de 2022, no Qatar, surpreendeu-me ver os Palancas com aquela qualidade de futebol. Para mim, a despedida dos palancas no próximo dia 12 do corrente não será tão dolorosa assim.

O 0-1 para os líbios foi apenas mais uma derrota, porque os magrebinos quase não tiveram espeço para impor a sua qualidade futebolística aos anfitriões. Os nossos palanquinhas tiraram todos os truques da cartola. Confesso-vos, mais uma vez, que nunca pensei que os Palancas Negras chegariam a uma dimensão promissora no futebol. O que vi naquela terça-feira no 11 de Novembro, foi uma utopia concretizada.

A qualidade no passe, nas investidas de contra-ataque e a capacidade técnica na construção dos lances, a agilidade, a firmeza na defesa e a segurança quando pegavam na bola parecia que a seleccção vinha da galáxia.

Os miúdos de Pedro Gonçalves mostraram muita sincronia. Perdemos aquela partida perante o conjunto magrebino, mas saímos de cabeça erguida. Apesar de sermos os últimos classificados do grupo F e aguardamos a a confirmação da eliminatória perante a forte selecção de Mohamed Salah, no próximo no dia 12 de Novembro, no nosso 11 de Novembro.

É um adeus ao Qatar, esperamos que a eliminação nos sirva para alguma coisa. Devíamos aprender com esta prematura eliminação e abrirmos mais escolas profissionais para os nossos palanquinhas, só assim ogrulharemos a nossa bandeira.

Se o Ministério da Juventude e Desportos não considera este humilde parecer, devia ao menos olhar para os bravos jovens que, em nome da pátria, abandonaram seus clubes, para conseguirem um lugar no Mundial do Qatar, porque os ventos querem soprar em direcção ao futuro.

Texto: Maiúmba

Imagem: D.R.

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