SOCIEDADE

Desistiu de ser engenheiro por falta de condições e ficou garçon, hoje é chefe de cozinha

Texto: Berlantino Dário

Desde pequeno Humberto desejou ser engenheiro de construção civil mas, à medida que foi crescendo, começou a perceber que as dificuldades financeiras não lhe permitiriam concretizar o sonho e passou a trabahar como garçom.

Mais tarde, seu amigo, disponibilizou-se para ensiná-lo as tácticas da culinária, hoje tem formação na área e tornou-se o chefe de cozinha do Hospital Divina Providência, em Luanda.

Desde que deu os primeiros passos até agora já passam 15 anos. Ao longo desses anos, o jovem de 35 anos serviu e cozinhou para muita gente da cidade capital. Humberto Leitão entrou na profissão em 2006, depois de ver fracassado o sonho de tornar-se um engenheiro. “Ser cozinheiro nunca foi meu sonho”, aparentemente aliviado introduziu-se.

Começou como empregado de mesa. A curiosidade e vontade de querer crescer, levaram-no a aprender a confeccionar alimentos. Agora está totalmente apaixonado pela profissão e nunca mais pensar em largar.

“Na verdade, não sonhava ser cozinheiro. Foi algo espontâneo. À medida que a vida foi apertando, tive de tomar outra decisão, um novo rumo para seguir em frente. Foi daí que comecei a me aplicar em alguma outra profissão ”, conta.

Tudo aconteceu graças aos conselhos do seu amigo Kwanza Paim que, na altura, não lhe passava pela cabeça que estaria a ensinar a profissão que viria garantir o sustento da família do amigo. Hoje, Humberto retribui o gesto do “kamba”, ensinando a profissão aos mais novos.

O trabalho é cansativo e carece de muita atenção, mas ‘Chefe Humba’, como  é tratado pelos colegas, já o dominou e está a aprimorar as tácticas. Quando não está no hospital, por exemplo, presta serviços em casamentos, aniversários, baptismos ou pedidos e revela-se um homem feliz.

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