KANDONGUEIROS

Governo reage à greve dos taxistas ” é uma falta de consideração ao país”

O governo provincial de Luanda e o secretário de Estado para os transportes terrestres reagiram esta manhã à paralisação dos taxistas que se observa desde as primeiras horas desta segunda-feira, em Luanda.

A suspensão dos serviços de táxis anunciada na passada quarta-feira (6) começou esta manhã e está a provocar vários embaraços. Paragens lotadas, vias interditadas e luandenses a andarem de um lado para o outro, é o cenário que se vê hoje na capital.

A situação seria evitada, disse o secretário de Estado para os transportes terrestes, pois, o governo sempre esteve aberto ao diálogo. Jorge Bengue explicou que, mesmo na sexta-feira, convocaram a ATA, ANATA e a ATL para a reunião com a comissão multissectorial para o combate à Covid-19, mas estas associações não compareceram.

À JdB, o presidente da ATA, Rafael Inácio, disse que a convocação para o encontro com a referida comissão chegou 30 minutos do fim da consertação da paralisação dos táxis. ” Nós temos a nossa agenda. Não íamos abandonar a nossa reunião para ir até à reunião da comissão multissectorial. É falta de consideração pelos taxistas”, considerou o líder dos taxistas.

A ausência, realçou o secretário de Estado para os transportes terrestres, é “uma falta de consideração ao país e aos taxistas”. ” Não sei como é que eu posso dizer isso, mas, é uma falta de consideração ao país e aos [próprios] taxistas faltar a uma reunião com uma entidade que coordena todas as acções que estavam a ser reclamadas”, lamentou à Rádio Luanda.

” Surpreendemente, a começar a reunião, deparámo-nos com as ausências das associações, que por vários mecanismos-telefones, mensagens… o ministro dos transportes, o vice-governador de Luanda para o sector produtivo e infraestrutura… de forma propositada e acertada as três associações não apareceram”, concluiu, pedindo aos taxistas que voltem a circular.

“Termino pedindo encarecidamente que, sendo cidadãos que vivem em Luanda, olhar para o constragimento de forma desnecessária, e irresponsável que está a se passar neste momento, sem fundamento consistente, e reverem exactamente esta posição”.

Entretanto, o presidente da Associação dos Taxistas de Angola diz que os associados mantêm suas posições e a paralisação vai continuar até esta quarta-feira (12), caso o governo não atenda aos principais pontos dos 7 constantes no caderno reivindicativo remetido à comissão multissectorial, como a carteira profissional, inscrição na segurança social e o fim dos axcessos das actuações dos agentes reguladores de trânsito.

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