Estilo de Vida

Mulheres estão a deixar de menstruar por praticarem exercícios físicos

Crescem os casos de amenorreia hipotalâmica, condição caracterizada pela ausência de ciclos menstruais durante mais de 6 meses, provocada pelo excessivo culto da forma e dietas restritivas.

O número de mulheres afectadas por distúrbios alimentares, em que o corpo entra em “modo de sobrevivência”, por não receber a nutrição adequada e/ou estar submetido a demasiado exercício físico cresce.

Especialistas alertaram, esta semana, para o problema, que não se restringe apenas às mulheres com peso abaixo da média. E as redes sociais podem estar a impusioná-lo ainda mais.

Entretanto, esta perturbação hormonal, em que há uma interrupção do ciclo de produção de estrogénio, é reversível. E, para começar, a amenorreia hipotalâmica não afecta apenas mulheres com peso abaixo da média ou com um baixo índice de massa corporal.

A perda da menstruação pode ter impactos tanto a nível físico como mental. Um estudo de 2008 já indicava que a amenorreia hipotalâmica “prejudica o alcance de níveis óptimos de massa óssea e como tal pode aumentar o risco de fraturas mais tarde na vida”, e que “as terapias hormonais têm uma eficácia limitada no aumento da massa óssea, enquanto que o aumento da ingestão calórica que resulta no aumento de peso ou o regresso da menstruação é uma estratégia essencial para restaurar a massa óssea” em mulheres que sofrem desta condição.

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