KANDONGUEIROS

Jovem é acusada de ‘mbaka’ e de receber feitiço para ter bom marido pelo suposto rapto de recém-nascido

O caso da enfermeira estagiária de 22 anos, acusada ontem de roubar um recém-nascido no Hospital Municipal do Cazenga, em Luanda, virou tema de debate nos táxis. Neste espaço público, uns dizem que a jovem recebeu feitiço e quis levar o bébé para o sacrifício, enquanto outros afirmam que a estagiária quis vender a criança. E há também quem diga que a acusada descobriu que é “mbaka”.

Desde manhã até esta tarde, quem sobe ou desce a cidade de Luanda de táxi, o assunto é o mesmo: a jovem estagiária que terá raptado um recém-nascido no Hospital Municipal do Cazenga.

Ao caso levantam-se várias suposições. Uns concordam que a estagiária recebeu feitiço para encontrar um bom marido e lhe orientaram para sacrificar um bebé. Outros afirmam que “a jovem já tem feito isso e vende os bebés”. Há ainda quem diga que já presenciou situação semelhante e isso já não lhe admira.

Durante os debates neste pequeno espaço público, “gerentes” e motoristas assumem papel de moderadores, enquanto os passageiros vão abordando o tema, mas todos eles fazem-se de juízes.

Em meio às acusações e críticas, umas construtivas e outras nem tanto, a JdB percebeu, durante uma ronda nos “azuis e branco” hoje, não haver consenso sobre a denúncia de ontem, que retratava de uma parturiente de nome Maria Manga Lima, que, após dar o parto, foi-lhe supostamente roubado o filho no Hospital Municipal do Cazenga por uma enfermeira estagiária universitária de 23 anos.

《Ela é mbaka, por isso quis o bebé da outra》.《Com a idade que ela tem só deve receber feitiço para ter um bom marido》.《 Essas miúdas de agora sabem muito》.《Já é enfermeira, não se concentra só já!》é o que se ouve para os que sobem ou descem a Luanda de táxi.

Relatos dizem que o recém-nascido já terá aparecido, após algumas diligências, mas nos táxis, o assunto ainda é tema de conversa. Sem se identificar, uma senhora, aparentemente 50 anos, que viajava num “azul e branco”, sentido Vila de Viana-Congolenses, disse à JdB que viveu uma situação semelhante com a vizinha.

“Isso acontece muito. A minha vizinha também já foi acusada de raptar bebé e descobrimos que tinha mesmo raptado”, afirmou.

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