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Angolanos alimentam sonho de ir viver na Europa com jogos da Angofoot

Texto: Berlantino dário

Imagem: D.R.

São vários os motivos que levam os jovens a recorrem a casas de apostas desportivas. Uns jogam para conseguirem dinheiro para se casar e outros, para realizarem o sonho da casa própria; abrir um negócio, comprar um carro ou mesmo emigrar.

Os angolanos entre os 22 aos 35 anos são os que mais apostam. As mulheres também jogam, mas, na sua maioria, os homens são os que mais enchem as fileiras das cabinas para adquirir uma ficha.

Os “jogos de azar” deixaram de ser mera diversão em Luanda. Os jovens injectam 200 kzs ou mais com a esperança de ganharem dois, três ou quatro milhões de kwanzas. Há quem jogue porque quer conseguir valores avultados para realizar o sonho de ir viver fora do país, enquanto outros, apenas querem realizar o casamento, como é o caso da jovem Lukénia Mpunda, de 32 anos. Para os que vendem as fichas, os “jogos de azar” são seu ganha-pão.

“Vale a pena tentar porque a esperança é a última coisa a morrer. Tenho mulher e filho. Se por acaso um dia eu ganhar, vou viajar. Porque aqui não está a ser benéfico para o angolano. Está a ser mais benéfico para o estrangeiro. Se por acaso eu ganhar quatro a cinco milhões, eu prefiro viver fora de Angola.”, manifestou um entrevistado.

“Eu já ouvi isso na rádio, até apresentaram, e esse jovem que ganhou 26 milhões de kzs já não se encontra aqui no país. Ele ganhou e preferiu viver fora, porque aquilo já é um avanço. Com 200 kwanzas, ele já não se encontra aqui. Está a viver em Portugal, já dá para viver.”, continuou ao tentar justificar-se.

Silvina Fernandes tem 22 anos e é vendedora de fichas desde 2017. Com o dinheiro que daí consegue, paga os estudos, a renda de casa e põe comida à mesa. Diariamente, vende 100 ou mais fichas. O valor da ficha varia entre dos 200, 100 ou 120 mil kzs. A ficha de 200 kzs é a que tem mais procura. “Moro com os meus irmãos. Vendo fichas de apostas desde 2017.

“Antes não fazia nada, então, fui lá me informar, levei os documentos que eles exigiram e comecei a formação de uma semana de como manusear a máquina”, disse, sorridente.

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