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Ser “pambaleiro” nos armazéns de frescos e arranjar ‘sócia’ é um trabalho de muito suor, diz quem entende da matéria

Por: Berlantino Dário

Este tipo de trabalho já não é novidade no seio dos luandeses. Quase metade das famílias nas zonas periurbanas já recorram à prática. Actualmente nem tanto, dada a situação da redução dos preços dos produtos da cesta básica. A “profissão” exige muito de quem a pratica. Não é um trabalho para quem não consegue levantar-se cedo da cama.

Houve baixa considerável nos preços da cesta básica da mesma forma que cresceu o número de jovens que perfilam pelas manhãs defronte aos armazéns e lojas para ajudarem as donas de casas a conseguir fazer “sócia”. A prática dá-se quando o comprador de um determinado bem alimentar não dispõe do valor completo e recorre a uma segunda pessoa que precisa do mesmo bem e se encontra na mesma condição.

Quem percebe melhor sobre o assunto são os “pambaleiros”. O trabalho destes consiste em localizar a pessoa ideal com quem fazer “sócia”. A “profissão” não é tão fácil como as pessoas devem imaginar, consideram os “profissionais”. Agostinho Manuel, de 30 anos, entrou no negócio na altura em que os preços dos produtos alimentares estavam altos. Pai de família, o jovem conversou com JdB, dizendo que a profissão é de muito suor e que exige muita força de vontade e coragem.

“Nós aqui trabalhamos como ‘sócia’, ajudamos as senhoras que vêm cá fazer compras como ‘sócia’ de pescoço de porco; espinhaço; asinha; costeleta ou cispe”, contou.

Nos armazéns do Golf 2, por exemplo, para conseguirem levar uns 2 mil e quinhentos ou 3 mil kwanzas para casa diariamente, os “pambaleiros” têm que trabalham, no mínimo 10 horas por dia. Para não perderem nenhuma ‘pambala’ devem estar nos locais de trabalho de segunda a sábado, no máximo até as 7 horas.

Para o corte dos frescos, os jovens cobram para cada caixa 500kzs, que, multiplicando por quatro ou cinco clientes, conseguem levar para casa o pão para a família, contou um outro ‘pambaleiro’

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